SETOR DE CULTURA - MEMÓRIA DA IMIGRAÇÃO

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Maquele eletrônica do Memorial da Família Jochem
que está sendo contruído na localidade de Löffelscheid

 

MEMORIAL DA FAMÍLIA JOCHEM

  "Eis o meu segredo. Ele é muito simples: somente vemos bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos. (....) Tu te tornas eternamente responsável por aqui que cativas”.

Antoine de Saint-Exupéry

 

MOTIVAÇÃO

        A Diretoria da AFAJO – Associação da Família Jochem no Brasil – articula a construção do MEMORIAL DA FAMÍLIA JOCHEM, na localidade de Löffelscheid, Águas Mornas, em Santa Catarina. O referido Memorial destina-se a transmitir à posteridade a memória de FAMÍLIA JOCHEM caracterizando a nossa história, a nossa cultura e também a nossa identidade; entende-se uma obra criada pela mão do homem e edificada com o objetivo preciso de conservar sempre presente e viva na consciência das gerações futuras a lembrança de sua existência: o ente familiar. Ele pretende ser um marco digno de todos nós, motivo de orgulho, de satisfação, de sentimento de pertença, de identificação de todos os membros da Família Jochem e ponto de visitação dos estudiosos e simpatizantes da imigração alemã.

        É um memorial onde fé, história, cultura e natureza andam em perfeita harmonia; é um local onde os visitantes chegam e se encantam com a sua elegância e graciosidade. Será mais um marco da imigração alemã em Santa Catarina. Será um Memorial destinado à "Família Jochem" e não, exclusivamente, ao imigrante Pedro Jochem e à sua esposa Anna Maria Petri. E, por pretender ser um MEMORIAL DA FAMÍLIA JOCHEM, – que se constitui à luz da solidariedade, do trabalho e da fé –, o mesmo fará referência a cada um dos seis filhos do casal Pedro Jochem e de Anna Maria PETRI:

 

1. FELIPE JOCHEM – Nasceu em 1848 e dele não se têm mais notícias. Talvez tenha falecido quando ainda criança.

2. PEDRO JOCHEM
– Nasceu em 29 de outubro de 1849 e faleceu em 23 de abril de 1925. Casou-se com Maria Loffi, com quem teve, aproximadamente, 10 filhos.

3. JOÃO JOCHEM
– Nasceu em 17 de julho de 1853 e faleceu em 21 de setembro de 1911. Contraiu matrimônio com Catarina Loffi, com quem teve 11 filhos.

4. CATHARINA JOCHEM
– Nasceu em 03 de abril de 1856 e faleceu em 01 de janeiro de 1903. Casou-se com João Knies.

5. JACOB JOCHEM
– Nasceu em 1858 e dele não se têm mais notícias. Talvez tenha falecido quando ainda criança.

6. JOSÉ JOCHEM
– Nasceu em 22 de abril de 1860 e faleceu em 07 de outubro de 1953. Contraiu matrimônio com Margarida Hillesheim, com quem teve 01 filha.

        O imigrante PEDRO JOCHEM nasceu em 08 de março de 1821, em Kommen, Hunsrück, na Alemanha. Era filho de Matthias Jochem (*11/07/1786) e de Susanna Back (*17/05/1789); neto paterno de Peter Jochem (*04/06/1762) e de Anna Catharina Zimmer (*15/03/1762); bisneto de Adam Jochem (*26/12/1707) e de Christina Heul (*15/01/1724); e trineto de Michael Jochem e de Rosina Clesius. Em 1846, Peter Jochem emigrou para o Brasil onde chegou em dezembro do mesmo ano. No início de 1847, provavelmente no mês de março, instalou-se localidade de Löffelscheid, na Colônia Santa Isabel. Ele era solteiro e recentemente havia completado 26 anos de idade. Algum tempo depois, casou-se com Anna Maria Petri, nascida em 01 de março de 1820, em Farschweiler, Hunsrück, na Alemanha. Era filha de Johann Philipp Petri e de Anna Maria Mayer; e neta de Matthias Petri e de Anna Bárbara Kappes. Hoje, presume-se que sejam, aproximadamente, quatro mil os descendentes do casal Peter Jochem e Anna Maria Petri.

        Hoje, presume-se que sejam, aproximadamente, 4.000 os descendentes do casal Peter Jochem e Anna Maria Petri. Descendentes que estão espalhados nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal e Rondônia; além da Venezuela e Estados Unidos da América do Norte. Assim sendo, no Memorial deve constar a genealogia da Família Jochem.

        O projeto prevê a colocação de um pedestal (localizado à frente das colunas) e nele a  ESTÁTUA DO CASAL PEDRO E ANNA MARIA, em cuja base serão afixados, além de uma placa comemorativa, os brasões das cidades de Farschweiler (terra natal da imigrante Anna Maria) e de Komenn (terra natal do imigrante Pedro). Atrás do casal de imigrantes, sobre o pedestal, será erguida a silhueta da torre da igreja São Wendelino, de Kommen, onde será inserido um sino, culminando com a colocação de uma réplica da cruz – que é o símbolo do cristão – da referida igreja de Kommen. A cruz nos lembra o supremo sacrifício que Jesus ofereceu pelos pecados de todo mundo. Tradicionalmente ela simboliza a crucificação, no entanto, como é totalmente vazia, também nos lembra a ressurreição e a esperança da vida eterna. Segundo os mais antigos, quando se faz um sino soar, Deus nos observa e escuta com mais atenção nossas preces sinceras.

        A silhueta da torre, o sino e a réplica da cruz fazem menção à saliente religiosidade da Família Jochem. Sobre a cruz será colocado um galo e um pára-raios. A figura do galo, cujo significado, muito catequético, é o seguinte:

* Obediência – Lembrando que assim como o galo serve ao homem que irá matá-lo, igualmente o homem serve a Deus, que um dia lhe tirará a vida terrena.

* Fraqueza – O galo é um animal fraco, qualquer golpe o mata, e assim é o ser humano, igualmente fraco.

* Sinceridade – Obediente e sincero, o galo é pontual para anunciar as horas, lembrando as obrigações aos demais galináceos; igualmente o homem deve ser sincero com o seu próximo.

        Outro significado importante é a recordação de que assim como o galo cantou três vezes anunciando o cumprimento da profecia de Jesus ser negado por São Pedro quando lhe faltava a fé e o entendimento (conforme o Evangelho de São Mateus, capítulo 26, versículos 69/75), nós devemos estar atentos para com os nossos deveres sejam eles de ordem material ou espiritual.

        A representação do CASAL IMIGRANTE e, ao redor, SEUS SEIS FILHOS representados, cada um, por uma coluna, o que dará uma dimensão “FAMILIAR” ao Memorial estimulará o sentimento de pertença, de identidade, de irmandade, de bem-querer coletivo, de estima mútua... Nas respectivas colunas, será afixada a genealogia de cada um dos seis filhos.

        Na frente do pedestal, em dois recipientes, serão colocados um pouco de terra das cidades de Farschweiler e de Komenn. É a lembrança da terra natal dos patriarcas. Diante desse relicário será instalada a CHAMA DA GRATIDÃO a qual simboliza a perene gratidão pela vida, a Deus e aos progenitores, de todos os membros da família Jochem. 

        Atrás do pedestal, numa placa, será inserido um resumo da história da imigração e nela a da Família Jochem abordando, inclusive, os demais imigrantes Jochem. Sabe-se da existência de mais duas famílias com o sobrenome JOCHEM (e suas corruptelas) no Brasil: uma delas se estabeleceu em 1829 na colônia São Pedro de Alcântara (Mateus Jochem), em Santa Catarina, enquanto a outra fixou-se em Petrópolis (Friedrich Jochem), no Rio de Janeiro. Ignora-se a relação de parentesco existente entre as famílias citadas. À sua frente, o Memorial trará dois mastros, para o hasteamento das bandeiras do Brasil e da Alemanha.

        O Memorial quer ser o  MARCO ZERO, daí a colocação da rosa dos ventos, cujo norte será sinalizado com uma flor-de-lis, como que indicando o rumo/sentido/direção que devemos ter na construção da felicidade pessoal e coletiva. Deverá estar localizado num ambiente ajardinado, em meio a uma pequena praça, com bancos, lixeiras, etc.

        Não será um Memorial meramente saudosista, mas um apelo à reflexão sobre os valores essenciais da família enquanto célula-mater da sociedade.

        Agradecendo ao Senhor da Vida e da História a realidade da existência, renovamos nosso propósito de estimular o sentimento de pertença, de identidade, de vínculo, de irmandade, de bem-querer coletivo e de estima mútua entre os integrantes da grande Família Jochem e seus simpatizantes; que assim possamos viver dignamente nossos dias sobre a terra.


           

Toni JOCHEM
Presidente da AFAJO